
SINOPSE
ÚLTIMO FILME DO 12º FAM LOTA CIC
O filme CHEGA DE SAUDADE encerra o 12º FAM na última sexta-feira com sala cheia (leia mais aqui).
O filme da diretora Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças)agradou e muito!
Um filme sensível, que a todo instante trata de aceitação. De como, nos relacionamentos que existem ou que podem existir, o processo de aceitação é fator determinante para a felicidade.
Agradável, de linguagem simples, com doses certas de humor, os 92 minutos do filme transcorrem em um baile. Em um clube de dança. O filme segue esse ritmo. Com início, meio e fim bem anunciados. Betty Faria (embalada à vacuo) está ótima! Gravei um trecho onde ela faz uma excelente participação. Dá uma olhada.
AVALIAÇÃO: ASSISTA AGORA
Curiosidades
- Inicialmente seu título seria "União Fraterna".
- É o 2º filme de ficção dirigido por Laís Bodanzky. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças (2001).
- É o 2º filme em que a diretora Laís Bodanzky e a atriz Cássia Kiss trabalham juntas. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças (2001).
- O orçamento de Chega de Saudade foi de R$ 4,6 milhões.
- Ganhou 2 troféus Candango no Festival de Brasília, nas categorias de Melhor Direção e Melhor Roteiro.
Agora segue o trailer
16.6.08
Chega de Saudade - 2008
9.6.08
Bodas de Papel - 2006

SINOPSE
SIMPÁTICO
O 12º FAM abre com o simpático filme "Bodas de Papel".
O diretor André Sturm discursou chamando alguns festivais aos quais participou de simpáticos.
Achei "simpático" da parte dele.
Seu filme, simpático, agradou e divertiu a platéia em vários momentos, mas está longe de ser um grande filme.
Destaque para atuação de Cleide Yaconis e a beleza Helena Ranaldi.
Minha sugestão? assista. Mas não espere por grandes cenas.
Avaliação: ruim
21.1.08
Xangô de Baker Street - 2001
SINOPSE
FILME BASEADO EM LIVRO DE JÔ SOARES TÊM SUSPENSE E COMÉDIA EM ÓTIMOS CENÁRIOS
10 motivos não óbvios para assistir
- Cena onde Dom Pedro II apresenta práticos típicos brasileiros
- Erva dos índios e seus efeitos colaterais
- Sugestão de Sigmund Freud a Sherlock Holmes.
- Roupa Brasileira de Watson.
- 5 línguas do filme.
- A criação da caipirinha.
- Cenário que reproduziu o Rio de Janeiro e a Corte Européia.
- Watson e o candomblé.
- As pistas deixadas pelo assassino e a revelação final.
- xx
Curiosidades
- As filmagens de O Xangô de Baker Street foram realizadas em 12 semanas, com locações no Rio de Janeiro e na cidade de Porto, em Portugal.
- Ao todo o filme utilizou 1200 roupas e dezenas de perucas, barbas e bigodes.
- Pela primeira vez um filme brasileiro firmou um seguro de cobertura internacional para os itens de arte cedidos ou alugados, o que possibilitou a cessão de dez quadros autênticos do Museu Nacional de Belas Artes para o salão do imperador.
AVALIAÇÃO: assista quando tiver tempo
Não foi possível encontrar o trailer.
18.1.08
Madame Satã - 2002
SINOPSE
Filme que conta com Lázaro Ramos em seu primeiro protagonista. Ator começou no cinema em 95 com o filme Jenipapo e participou do bizarríssimo Cinderela Baiana em 1998 (filme que tem Carla Perez como protagonista - Veja uma cena bizarra aqui).
Curiosidades
- Transformista Pernambucano que morou no Rio de Janeiro nos anos 30/40. Recebeu este nome por conta de uma fantasia que utilizou no bloco carnavalesco Caçador de Veados inspirada no filme homônimo de Cecil B. DeMille.
- Primeiramente se pensou em Seu Jorge, que atuou em Cidade de Deus, para o papel principal.
- Primeiro filme de Karim Aïnouz. Também assina o roteiro.
Cenas
- Na primeira cena de Madame Satã, o protagonista João Francisco dos Santos é apresentado num close que, de tão direto, chega a ser humilhante. Uma voz, provavelmente de um policial, diz quem ele é: negro, analfabeto, homossexual, proxeneta, criminoso.
- "Sou bicha porque eu quero, mas também sou muito macho" - exímio capoeirista.
Indico.
O filme é bom!
Mas alerto para quem não gosta de biografias.
8.1.08
Eles não usam Black Tie - 1981
SINOPSE
Filme baseado na obra de Gianfrancesco Guarnieri (morreu em 2006 - conheça um pouco aqui) e dirigido por Leon Hirszman, expoente do Cinema Novo (em breve um artigo sobre esse movimento cinematográfico brasileiro inspirado Neo-realismo italiano e pela "Nouvelle Vague" francesa).
Prêmios
Leão de Ouro do Festival de Veneza; Grande Prêmio Coral Negro no 3º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, em 1981; Grande Prêmio do Festival dos Três Continentes e Espiga de Ouro do Festival Internacional de Vallodolid, também em 1981, além do Prêmio Air France de 1982.
Ponto baixo (nem tanto)
O filme leva 25 minutos para começar a envolver quem assiste.
Minutos importantes que irão justificar sua necessidade.
Ponto alto
- Cena em que Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri desolados pela ruptura com o filho (Carlos Alberto Riccelli)e a morte de amigo Bráulio (Milton Gonçalves), se põe a separar feijões.
- A relação íntima entre Fernanda e Guarnieri
- Fernanda Montenegro (!)
Veja o que New York Times falou sobre o filme
Trailer não disponível
AVALIAÇÃO - INDICO
12.12.07
Saneamento Básico, o filme - 2007
"A beleza salvará o mundo". Dostoievski
(frase utilizada no filme, retratando o envolvimento das personagens pelo encanto com o cinema)
SINOPSE
Dessa vez optei em colocar o trailer na frente. Antes de qualquer comentário sobre o filme de Jorge Furtado.
ATUAÇÃO
Não vou falar que adoro a Fernanda Torres porque seria óbvio demais (incrível como ela começa a falar, gesticular, parecido com a sua mãe). Poderia sim, falar o quanto não gosto de Wagner Moura e o quanto acho a Camila Pitanga sem sal. Mas não seria justo. Eles estão ótimos!
Wagner Moura, que depois de Tropa de Elite (comentarei em breve) me surpreendeu com uma excelente atuação, é Joaquim, marido de Marina (Fernanda Torres). Ele consegue passar toda a simplicidade do homem que nasceu no interior. Que é inseguro pela falta de estudos e que não tem noção do valor das idéias.
Preciso fazer uma menção ao ator Paulo José. Esse senhor, que muitas vezes me chamou atenção por trabalhar em alguns curtas rodados em Santa Catarina, destaca-se pela atuação e a perfeita concepção da sua personagem. Ele faz Otaviano, o pai de Marina. Um senhor veneziano de uma família decadente que já foi prefeito. Além de um ótimo texto, seus trejeitos, fala, jargões, conseguem retratar com perfeição o estereótipo da colonização italiana na região sul.
DIREÇÃO
Jorge Furtado faz um questionamento que realmente não sei responder. "Um país onde metade da população não tem saneamento básico têm direito de produzir literatura, cinema, outras formas de arte?" Conta que se inspirou na Commedia Del'arte para conceber o filme e as personagens. Que por isso o filme não tem um protagonista, mas vários. E essa soma de idéias distintas faz desse questionamento o grande mote do filme. O filme não responde sobre o contraponto entre a arte x saneamento. O filme somente seduz, como seduziu a todas as personagens.
FOTOGRAFIA (trecho de entrevista - íntegra aqui)
Jorge, sobre a tua afirmação que esse filme não tem off e também pelo fato de você estar trabalhando com outro diretor de fotografia, esse filme vai ser visualmente muito diferente dos outros? Como está sendo a concepção de imagem do filme?
Jorge Furtado: Trabalhar com o Jacob Solitrenick está sendo um prazer incrível. Só o conhecia de outros filmes. Assisti recentemente o Antônia, um belo filme da Tata Amaral com direção de fotografia dele. Além de ser uma figura ótima, é um excelente fotógrafo, muito ágil, um grande câmera. Esse filme é diferente dos outros. É muito mais solto, feito quase todo em 16mm, apenas os planos mais abertos em 35mm, todo em locação. Foi também uma opção, eu disse que não queria fazer em estúdio, afinal a locação é um personagem, para qualquer lado que você olha tem um quadro que não imaginou. Os atores são muito mais livres para andar e a gente vai atrás. E esse cenário é muito bonito, muito interessante, muito diferente. A gente está na serra, com vinhedos secos (não está na época de florescer), cenas de estradas incríveis. Estou adorando trabalhar com o Jacob, estou vendo o material produzido e algumas coisas já montadas. O formato do filme está ficando muito bonito.
"COISAS" PARA VOCÊ GOSTAR NESSE FILME
- trilha sonora;
- Discussão entre Paulo José e Tonico Ferreira sobre a Pinguela;
- "O que é um filme de ficção?";
- Wagner Moura com sua simplicidade;
- Cena de Fernanda e Wagner quando ele admite ter curiosidade sobre o final do roteiro: "Arrá!";
- Os gritos de Camila Pitanga quando atacada pelo monstro;
- O valor da graduação de Marina no interior. A estudada da região;
- O monstro construído com materiais do trabalho de Joaquim;
- A cena de Camila Pitanga (Silene) sobre CaraxNomes;
- O filme preenchendo os buracos, no casamento, na relação com o pai, nos anseios de Silene, da fossa (opa, fosso);
- A chegada do prefeito para fotografar a obra;
- Os nomes de Silene: Silene Silva? Silene Marghera? Silene Sanders? Silene Sandrelli? Silene Sellers?;
- O "apresenTAM" em dois momentos: conversa com Patrocinador e apresentação do filme;
- As discussões entre a 1ª Secretária da sub-prefeitura Antonio sobre a construção da fossa e a futura construção de uma ponte.
Folks, tá aí um filme recomendadíssimo!
Assistam!